Slime Evolution
Chapter 467 - Desbloqueando uma Porta
Chapter 467: 467 - Desbloqueando uma Porta
"Tudo bem," ele disse, finalmente, baixo. "Eu vou fazer o que você pediu."
"Mas antes," Lohan continuou, "A gente precisa tirar as crias de cima de você. Se eu fizer isso agora, com elas ainda aí, vai ser pior pra você. Eu n?o quero que você sinta mais dor do que precisa."
"Eu n?o me importo," a voz respondeu.
"Eu me importo," Lohan retrucou, com uma firmeza que o surpreendeu. "Espera só um pouco. Vai ser rápido."
Ele sentiu Lisa se virar levemente, procurando o olhar dele, e quando ela falou, foi pelo link mental, só pros dois.
’Vamos ter que fazer isso sem machucar ela mais ainda,’ ela disse. ’N?o podemos simplesmente invadir lá no meio e matar tudo, elas est?o em cima dela.’
’Eu sei,’ Lohan respondeu. ’Olha ali, perto da parede, aquelas seis. Est?o afastadas das outras, vagando sozinhas, sem estar na confus?o em volta dela. A gente come?a por elas.’
Ela olhou na dire??o que ele indicou, e de fato, perto da parede esquerda da camara, seis criaturas menores circulavam sem rumo, com os mesmos olhos vermelhos e vidrados, os pequenos chifres brilhando no escuro, aparentemente esperando uma brecha para se juntar ao frenesi no centro.
’Perfeito,’ Lisa concordou, a voz dela voltando a ganhar um tom mais afiado. ’Vamos ser rápidos e silenciosos.’
Ela se moveu primeiro, deslizando pela parede da camara com passos t?o leves que nem as pedras soltas no ch?o fizeram barulho, o fogo espiritual dela contido, quase apagado, brilhando apenas um fiapo ao redor das garras.
Lohan, nas costas dela, estendeu os filamentos finos e translúcidos pelo ch?o, deixando que se espalhassem sem pressa, cada um deles rastejando pelas sombras na dire??o das seis criaturas.
A primeira nem percebeu o que estava acontecendo. Um filamento se enrolou ao redor das patas dela, e antes que o corpo pudesse reagir, Lisa surgiu ao lado dela, com as garras cortando a garganta com um movimento rápido e limpo, sem nenhum som além de um estalo úmido.
A criatura desabou sem nem emitir um grito.
O corpo da primeira ainda estava caindo quando Lisa já havia se movido de novo, sem nenhuma pressa, mas ainda sim sem nenhum desperdício, com cada passo dela colocando-a exatamente onde precisava estar.
A segunda e a terceira se viraram ao mesmo tempo, atraídas por algum ruído mínimo, com os olhos vermelhos tentando focar naquela presen?a estranha, mas Lohan já havia se movido, controlando os filamentos para subir pelos corpos delas como uma maré silenciosa, envolvendo as bocas, os pesco?os, as pernas finas já sendo digeridas.
Elas se debateram por um segundo, os chifres deles até brilhavam numa tentativa desesperada de usar o poder mental que carregavam, e Lohan sentiu uma press?o chocar contra a mente dele, com uma pancada fraca e desorganizada, como um sussurro alto demais.
Mas ele conseguiu ignorar aquilo quase sem esfor?o.
Mesmo que esse fosse o talento dessas criaturas, o baixo nível deles, somado com estarem sob efeitos de substancia e terem t?o pouco tempo de vida era uma soma de fatores t?o grande que um monstro como Lohan, de Nível 17 estava em um nível totalmente diferente.
Lisa cuidou das duas últimas, saltando de uma para a outra num arco fluido, com o corpo branco dela cortando o espa?o entre elas num único movimento contínuo, usando as garras para deixar para trás dois cortes limpos que fizeram os corpos pararem de se mover quase ao mesmo tempo.
A criatura número seis, a única que restava, olhou para os cadáveres ao redor dela com uma express?o vazia, sem entender, e ent?o Lohan a envolveu por completo, e ela também ficou quieta.
Seis criaturas abatidas em menos de vinte segundos.
[Você derrotou 6 Sussurros do Abismo, Nível 11]
[Experiência obtida: +17.320]
Lohan piscou diante da notifica??o, surpreso com o tamanho do número.
"Isso é bastante," Lisa comentou, a voz baixa, olhando para a própria notifica??o que provavelmente mostrava algo parecido. "Considerando como foram fáceis."
"Yeah," Lohan concordou, sentindo a experiência se assentando internamente. "Agora eu entendo por que aquela guilda protegia tanto esse lugar. Níveis altos de experiência com risco praticamente zero é uma mina de ouro."
Uma mina de ouro construída sobre o sofrimento de uma única criatura, ele n?o precisava dizer em voz alta.
Olhando para os seis corpos caídos no ch?o, uma curiosidade come?ou a crescer dentro dele, a mesma curiosidade que sempre vinha antes de uma digest?o importante.
’Eu vim aqui exatamente por causa deles,’ ele pensou. ’Pelo poder mental que eles têm, independente de tudo, eu devo fazer isso.’
"Lisa, eu vou digerir eles," ele disse. "Pode ficar de olho enquanto isso? Se qualquer uma das outras notar o que aconteceu, ou se alguém aparecer..."
"Pode deixar," ela respondeu, já se posicionando ao lado dele, o corpo virado para a entrada da camara, os olhos dourados varrendo o ambiente. "Faz o que precisa."
Lohan avan?ou sobre o primeiro corpo, com a própria massa gelatinosa se espalhando sobre ele, e a digest?o come?ou.
Come?ou pelo corpo, e n?o havia nada de realmente especial ali. Eram apenas músculos finos, ossos leves, uma biomassa decente para o nível, mas nada que se destacasse, nada que fizesse alguma coisa dentro dele reagir de forma incomum.
’Tudo bem, isso era esperado,’ ele pensou. ’Agora a cabe?a.’
Quando a digest?o chegou à regi?o da cabe?a, aos olhos vermelhos e aos pequenos chifres curvos, algo mudou.
Foi sutil no come?o, uma sensa??o quase imperceptível, como um clique distante, um mecanismo se movendo em algum lugar dentro dele.
Depois veio uma onda mais clara, quente e estranha come?ou a esquentar no centro da "testa" dele, como se uma porta que ele nunca havia percebido estar trancada de repente come?asse a ceder.
Lohan parou por um instante, com a consciência dele se voltando inteiramente para dentro.
Havia algo ali, uma estrutura, um espa?o vazio que sempre esteve na mente dele, e que agora parecia estar sendo preenchido, destravado, ajustado, pe?a por pe?a.
Estranhamente, foi diferente de todas as sensa??es que ele sentiu ao conseguiu uma nova evolu??o, n?o foi uma mudan?a de imediato com uma notifica??o clara com um nome e uma descri??o. Era mais como a sensa??o de que algo que sempre havia estado fora do alcance dele estava, de repente, a apenas um passo de distancia.
’Isso é...’ ele pensou, a empolga??o dele subindo. ’Isso é exatamente o que eu estava procurando.’
Ele continuou, mais devagar agora, saboreando cada fragmento, cada pedacinho dos chifres e dos olhos sendo processado e absorvido, e a sensa??o continuou crescendo, uma press?o agradável dentro da própria consciência e na massa do corpo dele, como se a mente dele estivesse sendo alongada pela primeira vez.
Ao lado dele, Lisa permaneceu em guarda, com os olhos fixos na plataforma central, onde as crias continuavam se agitando sobre a m?e.
Nenhuma delas havia notado nada, nenhuma tinha parado, nenhuma tinha olhado na dire??o deles, nenhuma sequer parecia perceber que seis irm?os haviam morrido a poucos metros dali.
"Elas n?o est?o nem aí," Lisa murmurou, quase para si mesma, com um misto de alívio e asco. "Seis morreram aqui do lado e elas nem piscaram."
"Os ferom?nios," Lohan respondeu, ainda com a consciência meio dividida entre a conversa e a digest?o. "Elas est?o t?o presas naquilo que nada mais importa. Provavelmente é por isso que os Players da Legi?o conseguiam matar tantas delas sem nenhum esfor?o."
"é nojento," Lisa disse, simplesmente. "Eles ficam aqui, esperando as crias nascerem, matam algumas, esperam mais um pouco, e matam de novo. é como colher uma planta??o."
"Uma planta??o que sente dor," Lohan completou, baixo.
Lisa n?o respondeu, mas a cauda dela se agitou uma única vez, um gesto seco de raiva que ela n?o se deu ao trabalho de esconder.
"Isso explica tudo," ela disse, baixo. "Por que subiram t?o rápido, mesmo que as Bases deles fossem t?o fracas... Eles n?o precisavam de for?a, só de paciência."
Lohan n?o respondeu, porque a sensa??o dentro dele estava chegando a um ponto especialmente intenso, algo parecido com uma nota musical sendo sustentada, esticada, prestes a se transformar em outra coisa.
Ele estava quase lá, quase no ponto em que aquilo ia se resolver, em que a chave finalmente ia girar por completo, e por um instante ele se esqueceu completamente da caverna, das crias, até da própria criatura amarrada no centro, toda a aten??o dele concentrada naquela sensa??o nova e absolutamente deliciosa.
Foi quando Lisa se virou bruscamente.
"Halon."
A voz dela era diferente agora, baixa, tensa, as orelhas completamente coladas na cabe?a.
"Tem alguém vindo."
Ele ouviu também, no mesmo instante, ecoando pelo corredor de pedra que levava à camara, ainda distante, mas se aproximando: passos, vários passos, pesados e apressados, acompanhados pelo tilintar metálico de armas e armaduras.
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