Will of chaos

Chapter 2017 2017: Cap 2008: Sua provação...



Passando pelo portal, rapidamente senti novamente o poder da Lei Ascendente, estávamos dentro do universo normal dos Ascendentes novamente, também pude sentir o poder Urd se infiltrando cada vez mais no espaço e sendo bloqueado por um poder que parece provir do Conceito da Guerra.

A cidade em si parecia simples como uma cidade pequena com pessoas andando com roupas simples nas ruas, pessoas de todos os tipos de raças, mas mesmo assim essas pessoas eram estranhas demais.

Essas pessoas tinham corpos bem construídos, seus músculos acentuados, corpos em forma e seus movimentos eram bem treinados sem deixar aberturas ou desperdiçar energia com movimentos inecessários.

Eu vejo Igor andando logo atrás de Ayden, ele acena para eu seguir e puxo Xerxes que estava indo em outra direção e de alguma forma estava com um caneco de cerveja na mão.

Eu seguia os dois Avatares pelas ruas, as pessoas ignoravam todos nós como se nossa presença fosse normal e em poucos minutos de caminhada chegamos em um grande prédio que damos a volta até uma casa de dois andares no fundo.

Entramos na casa e o primeiro andar inteiro era uma grande mesa com comida farta acompanhado com barris de bebida, era como se estivesse esperando uma festa.

Ayden se senta na mesa tirando o capacete, Zeus cabelos vermelhos balançando atrás dele antes de pegar uma caneco do que mais parecia metal líquido com um forte aroma de álcool.

“Sirva-se e sente…” (Ayden)

“Pode sentar, vou pegar algo para todos.” (Igor)

“Não quero nada disso, apenas quero respostas!” (eu)

“Respostas de verdade, não estou com muita paciência no momento.” (eu)

Eu estava irritado, eu caí em um tabuleiro que não sabia que estava lá, fui usado como peça no jogo deles, independente de qualquer coisa, não gosto disso, não gosto de ser usado independente das circunstâncias, não gosto de ser manipulado e principalmente, não gosto quando aqueles que se dizem meus aliados fazem algo assim comigo.

Eu poderia deixar passar Igor e o Comerciante servindo como intermediário ou apresentador das batalhas, uma Entidade Neutra seria perfeita para esse papel e por tudo que já escutei, a Entidade do Comércio é conhecida por sua imparcialidade.

Mas o que vi hoje não era o mesmo conflito que aceitei participar, era uma armadilha clara, uma emboscada onde eu e meus companheiros fomos tratados como isca, onde coloquei pessoas com quem me importo em um perigo desconhecido.

Igor sabia sobre a verdade daquele evento, o Comerciante tinha um acordo com Guerra, apenas eu estava no escuro, não me importo de Ayden que é meu aniversário fazer algo assim, também não me importo com a Encarnação do Sistema fazer parte disso já que não tenho fortes ligações com ele, apenas Igor foi algo que não esperava fazer algo assim.

“Eu irei explicar tudo, mas apenas falar tudo não vai ser o suficiente, devemos explicar as coisas em partes.” (Ayden)

“Sou todo ouvidos.” (eu)

Desde que passei pelo portal, não dirigi a voz para Igor, também evitei o máximo possível olhar para ele, com suas habilidades de negócios, meu comportamento era bem claro de se ler, posso ver suas intenções em seu comportamento apresentando um prato de aperitivos e um caneco de uma bebida vermelha escura ao meu lado, mesmo assim não olho para ele ou para o que trouxe, apenas empurro na direção de Xerxes que parecia não se importar com nada disso.

“Seria melhor esclarecer primeiro sobre o evento, se ele ficar assim não vai adiantar.” (Igor)

“Não há o que explicar, ele sabe o que precisa saber sobre a emboscada, ele cumpriu seus papel mais do que o esperado, isso mesmo sem saber de nada.” (Ayden)

“Mesmo assim, com esse ambinete a conversa não vai…” (Igor)

“Me diga se estiver certo…” (eu)

“O Comerciante tinha um trato com Guerra?” (eu)

“Sim.” (Ayden)

“Igor sabia de tudo a quanto tempo antes do hoje?” (eu)

“Soube no mesmo dia que você foi notificado, foi o dia que o plano também foi formado.” (Ayden)

“O evento todo era uma armadilha para eles onde eu era uma isca?” (eu)

“Sim.” (Ayden)

“Então não precisa de nenhuma explicação, os fatos são esses, eu os entendi ainda durante os confrontos.” (eu)

“Mesmo assim, você não entende a importância…” (Igor)

“Igor, sei que você não gosta quando um negócio se quebra, mas não vai adiantar nada.” (Ayden)

“Justificativas, argumentos ou razões são inúteis aqui, ele não se importa com suas explicações ou motivos.” (Ayden)

“Não preciso de um aliado que vai me usar como uma peça descartável no primeiro momento em que se mostrar uma razão válida para me trair.” (eu)

“Você sabia que aconteceria assim, argumentar com um ser do caos não vai levar a nada, então apenas explique tudo para ele.” (Ayden)

“Gostaria de ao menos conversar com você futuramente, Zenos… sobre tudo isso #÷ preferência quando estiver mais calmo.” (Igor)

“Dito isso, o Comerciante pede para que seja Xerxes a contar sobre os inimigos.” (Igor)

“Guerra diz o mesmo…” (Ayden)

“…” (eu)

Eu olho para Xerxes, não vou perder mais do meu tempo com Igor, qualquer negócio que eu tivesse com ele foi quebrado, o mesmo com o Comerciante, vou apenas recuperar minha parte referente ao último negócio e depois esquecer que os dois existem.

Xerxes estava comendo, para ela nem deve haver mais nada nesta sala, desde que ela voltou têm se entregue a cada mínimo prazer que possa alcançar, entre eles a alimentação tem sido especialmente aproveitada por ela.

“Não sei por que tanto mistério, eles são parte dos fugitivos daquele dia, não é Malakyel?” (Xerxes)

“Meu senhor diz que está no caminho certo.” (Ayden)

“Já que são eles, então posso falar.” (Xerxes)

Xerxes se aproxima de mim ainda com os lábios sujos de carne, então ela aponta para Ayden antes de começar a falar.

“Para começar, aqueles que você viu eram meus irmãos e irmãs assim como Malakyel, talvez fossem até descendentes…?” (Xerxes)

“Não, seus descendentes não são tão normais.” (Ayden)

“Não lembro, mas como estava dizendo, eles são como nós, o ápice da perfeição.” (Xerxes)

“Antes do primeiro Deus nascer, antes dos elementos se separarem e das energias surgirem, antes mesmo do primeiro universo ser criado… antes mesmo do primeiro conceito vir a existir… nós nascemos… ou melhor dito, fomos criados.” (Xerxes)

“Seres perfeitos, sem nenhuma falha, eternos e não separados em várias partes separadas como aqueles hoje em dia.” (Xerxes)

“Como assim separados?” (eu)

“Corpo, Alma e Essência… todos são assim hoje em dia, mas naquela época éramos um todo coeso, nossas Almas, Corpos e Essência eram um só.” (Xerxes)

“Nós éramos e ainda somos, os primogênitos da criação.” (Xerxes)

“Nascidos sem falhas, somos o primeiro ato da criação e exatamente por isso fomos sua primeira falha.” (Xerxes)

“Como assim sua primeira falha?” (eu)

“Me responda algo…” (Xerxes)

“O que é a Evolução?” (Xerxes)

“…” (eu)

Uma simples pergunta neste contexto abriu um sem fim de respostas para meus questionamentos.

Se eles não tinham falhas, não havia razão para melhorar, não havia o que melhorar, não havia nada além deles e por isso não precisaram se adaptar a nada, não houve prosperidade, apenas estagnação assim como aconteceu com os Ascendentes, nas por um motivo diferente.

Enquanto os Ascendentes forçaram e apressaram uma evolução muito específica, o que levou a estagnação de todos eles.

Aqueles como Xerxes que nasceram perfeitos, simplesmente não tinham razões para evoluir, a estagnação foi a resposta.

“O primeiro universo criado foi feito para se adaptar a nós e assim permanecemos por milhões de anos…” (Xerxes)

“Não houve desenvolvimento, não houve aprendizado, não houve uma única geração após a nossa… apenas existimos sem alteração.” (Xerxes)

“Não tínhamos criatividade, imaginação, Vontade ou emoções… seres racionais sem propósito além de existir…” (Xerxes)

“Era inegável o quanto éramos carentes em todos os aspectos comparados ao que hoje se consideram pessoas.” (Xerxes)

Saber disso foi impactante, não achei que Paradoxo fosse tão antiga assim, não imaginava que todas as Entidade fossem tão antigas assim.

“Espere, então todas as Entidades são…?” (eu)

“Não, apenas metade delas, o Comerciante em si é bem novo, Inferno que veio muito depois é muito mais velha.” (Xerxes)

“O entendimento de evolução e melhora não existia, mas ainda assim ele queria o desenvolvimento, foi assim que ele tentou algo diferente, ele nos criou perfeitos e mesmo assim não fomos capazes de criar nada.” (Xerxes)

“Ele então começou a criar muitas coisas que simplesmente empurrou em nós como sensações, sentidos, instintos, emoções, gêneros e assim por diante.” (Xerxes)

“Éramos perfeitos e ele queria que fossemos mais perfeitos, que fossemos capazes de criar ou desenvolver algo, nos dividiu em gêneros para que pudéssemos sentir a necessidade de nos complementar com outro.” (Xerxes)

“Os Sentidos, foram para que pudéssemos perceber coisas de forma mais separada.” (Xerxes)

“As emoções, foram uma falha desde o início que criou enquanto tentava criar os instintos, no final empilhou tudo em nós.” (Xerxes)

“O resultado para tudo isso… bem… foi a loucura…” (Xerxes)

“…” (eu)

Eu olho para Xerxes que fala tudo isso como se estivesse lendo um livro normal, mas o que estava escutando era como ver uma criança brincando com bonecos, uma criança que não se importa se os bonecos quebrarem ou se remodelar de forma estranha.

“(Ele não sabia o que estava fazendo…?)” (eu)


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